Imagine que você vai fazer uma viagem para um lugar que nunca visitou. Você pode simplesmente pegar o carro e sair dirigindo sem rumo, ou pode planejar: estudar o mapa, escolher a melhor rota, verificar onde tem postos de gasolina, reservar hotel. Qual das duas opções tem mais chance de dar certo?
Com a gestão de riscos acontece a mesma coisa. Uma cidade pode esperar os problemas acontecerem e tentar resolver na hora, ou pode se planejar antecipadamente. O planejamento é como um "GPS" que mostra o caminho mais seguro para proteger a população.
Após identificar os tipos de riscos mais comuns em nível local, é essencial definir as remediações adequadas para cada caso.
As remediações podem incluir a recuperação de áreas de vegetação nativa, construção de galerias pluviais, manejo de encostas e manutenção de sistemas de alerta.
Podem ser adotados protocolos de segurança, revisão periódica de equipamentos, treinamento de brigadas e adequação de instalações às normas técnicas.
As remediações devem integrar medidas estruturais e não estruturais, considerando os fatores naturais e humanos que interagem na ocorrência do evento.
O sucesso das remediações depende do alinhamento entre órgãos públicos, setor privado e comunidade, garantindo que as ações sejam contínuas e adaptadas às mudanças nas condições locais. Portanto, você, futuro agente ambiental, precisa conhecer os três principais instrumentos municipais:
O Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) é como um "manual de preparação" da cidade. Ele define como a cidade vai se organizar para estar sempre pronta para enfrentar emergências.
O que o PPDC contém:
- Organização: Como a Defesa Civil municipal está estruturada.
- Responsabilidades: Quem faz o quê em situações de emergência.
- Recursos: Quais equipamentos, veículos e pessoas estão disponíveis.
- Treinamentos: Como preparar as equipes e a população.
- Comunicação: Como as informações vão circular.
O Plano de Contingência (PLANCON) é como um "manual de emergência" que diz exatamente o que fazer quando algo ruim está acontecendo ou prestes a acontecer.
O que o PLANCON contém:
- Cenários: Que tipos de emergência podem acontecer.
- Ações: O que fazer em cada situação.
- Cronograma: Em que ordem fazer as ações.
- Responsáveis: Quem deve executar cada ação.
- Recursos: Que materiais e pessoas usar.
Como funciona na prática: Quando o CEMADEN (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais - Cemaden/MCTI) emite um alerta de risco alto para a cidade, a Defesa Civil pega o PLANCON e segue as ações previstas, como uma receita de bolo. Isso evita confusão e garante que nada importante seja esquecido.
O Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) é como um "plano de obras e ações" para diminuir os riscos da cidade a longo prazo. Ele não foca na emergência, mas em evitar que ela aconteça.
O que o PMRR contém:
- Mapeamento: Onde estão os riscos na cidade.
- Prioridades: Quais problemas resolver primeiro.
- Soluções: Quais obras e ações fazer.
- Cronograma: Quando fazer cada coisa.
- Recursos: Quanto vai custar e de onde vem o dinheiro.
Tipos de ações do PMRR:
- Obras estruturais: Drenagem, contenção de encostas, pontes.
- Ações não-estruturais: Educação, organização, legislação.
- Relocação: Mover famílias de áreas muito perigosas.
- Monitoramento: Instalar equipamentos de observação.

Como participar: Comparecer, fazer perguntas, dar sugestões.
Importância: Garantir que os planos atendam às necessidades reais.
Como participar: Se candidatar ou indicar representantes.
Importância: Acompanhar e fiscalizar a execução dos planos.
Como participar: Responder questionários, participar de grupos focais.
Importância: Fornecer informações locais valiosas.
Como participar: Oferecer conhecimento, trabalho voluntário, recursos.
Importância: Multiplicar a capacidade de ação.