Como vimos anteriormente, por muitos anos a humanidade enfrentou os desastres naturais de maneira reativa: esperava que acontecessem para só então tentar remediar os danos. Essa postura refletia uma crença comum de que os desastres eram “castigos divinos” ou “forças da natureza” incontroláveis – eventos imprevisíveis e inevitáveis, diante dos quais pouco se podia fazer.
Características da mentalidade antiga
Só agir depois que acontece
"Não há nada que possamos fazer"
"É problema do Governo resolver"
"É cada um por si no momento da crise"
Improvisar soluções emergenciais
Qual é o problema dessa mentalidade reativa? Ela gera uma série de consequências negativas: recursos são desperdiçados em ações emergenciais, vidas humanas são colocadas em risco, o sofrimento se intensifica, e as comunidades se tornam cada vez mais vulneráveis e fragilizadas. Além disso, os mesmos problemas tendem a se repetir, criando um ciclo de perdas que poderia ser evitado com planejamento e prevenção.
Na Prática!
Vamos agora analisar a seguinte situação:
Imagine uma cidade que sofre com enchentes todos os anos. Dentro da lógica da mentalidade antiga, a prefeitura acaba gastando milhões anualmente em ações emergenciais: resgata pessoas ilhadas, fornece abrigos temporários, limpa ruas e casas, reconstrói o que foi destruído e ainda precisa lidar com doenças causadas pela água contaminada. Ano após ano, os mesmos gastos, os mesmos sofrimentos, os mesmos problemas.
Veja essa linha do tempo e perceba a evolução e mudança de mentalidade: reação e prevenção.
Déc 70
Criação da ONU e Avanço da tecnologia (satélites).
Déc 80
Grandes tragédias no mundo: secas, terremotos, entre outros.
Déc 90
ONU busca ações na redução e prevenção de desastres.
Anos 2000
Desenvolvimento de sistemas integrados e participação comunitária.
Repare que a prevenção ganhou força ao longo tempo, afinal prevenir é melhor do que... você sabe!