
A casa é o primeiro território de proteção e é também o primeiro espaço onde os riscos podem se manifestar. Identificar riscos domiciliares é essencial para desenvolver uma cultura de prevenção desde o ambiente mais íntimo.
Fique atento aos sinais de riscos mais comuns dentro e ao redor das residências:
- Exemplos: ***duras em paredes, pisos ou tetos.
- Causas prováveis: Fundações frágeis, movimentação do solo.
- Possíveis consequências: Desabamento, infiltrações.
- Exemplos: Infiltrações, mofo, goteiras.
- Causas prováveis: Falta de impermeabilização, telhado danificado.
- Possíveis consequências: Doenças respiratórias, deterioração da estrutura.
- Exemplos: Fiação exposta, tomadas queimadas, sobrecarga.
- Causas prováveis: Instalações antigas ou improvisadas.
- Possíveis consequências: Incêndios, choques elétricos.
- Exemplos: Esgoto a céu aberto, entupimentos, mau cheiro.
- Causas prováveis: Falta de manutenção, ausência de rede adequada.
- Possíveis consequências: Contaminação, doenças infecciosas
- Exemplos: A**mulo de lixo, presença de vetores (ratos, insetos).
- Causas prováveis: Armazenamento inadequado, falta de coleta regular.
- Possíveis consequências: Proliferação de doenças.
- Exemplos: Proximidade de encostas, rios, áreas de alagamento.
- Causas prováveis: Ocupação em áreas de risco.
- Possíveis consequências: Deslizamentos, enchentes.

Nem toda ameaça é evidente. Algumas se escondem nos cheiros, nos ruídos, nas sensações — e justamente por isso, são muito perigosas. Elas não se manifestam de forma clara, mas suas consequências potenciais podem desencadear um risco e comprometer a saúde, a segurança e o bem-estar das pessoas dentro de casa.
Esses riscos que se instalam estão presentes no ar que respiramos, na forma como usamos a energia, nos produtos que armazenamos, nos hábitos que repetimos sem perceber. São silenciosos, mas constantes. E muitas vezes só são reconhecidos quando já causaram algum dano.
Identificar esses riscos exige mais do que olhar — exige escutar, sentir, investigar. É preciso desenvolver um olhar atento e curioso, capaz de perceber o que está fora do lugar, o que pode ser melhorado, o que representa perigo mesmo sem parecer.
Ao aprender a reconhecer os riscos invisíveis, o agente ambiental não apenas protege a sua casa, mas também desenvolve uma consciência crítica sobre o ambiente em que vive — e isso é o primeiro passo para transformar o território em um espaço mais seguro e saudável.
Veja alguns exemplos dessas ameaças que desencadeiam riscos invisíveis:
Pode indicar vazamentos perigosos, especialmente em cozinhas ou áreas de serviço.
Indica sobrecarga elétrica ou fiação comprometida.
Como escorpiões, baratas, ratos — sinal de a**mulo de lixo, entulho ou falhas na vedação.
Móveis ou entulhos que dificultam a saída rápida em caso de emergência.
Aumenta o risco de curto-circuito e incêndio.
Como álcool, solventes ou gás em áreas quentes ou sem ventilação.
Essas informações são muito importantes para o pontapé inicial na identificação e mapeamento de riscos locais. Com elas, podemos tornar o mapeamento participativo um trunfo para reduzir riscos e desastres, envolvendo a comunidade no processo de prevenção e monitoramento.