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Lição

Aula 1 - Conceitos de Risco, Ameaça, Vulnerabilidade e Resiliência Aplicados ao Contexto Local

Condições de conclusão

4 - Da porta da casa para a comunidadade

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Fonte: Freepik

A casa é o primeiro território de proteção e é também o primeiro espaço onde os riscos podem se manifestar. Identificar riscos domiciliares é essencial para desenvolver uma cultura de prevenção desde o ambiente mais íntimo.

Fique atento aos sinais de riscos mais comuns dentro e ao redor das residências:

  • Exemplos: ***duras em paredes, pisos ou tetos.
  • Causas prováveis: Fundações frágeis, movimentação do solo.
  • Possíveis consequências: Desabamento, infiltrações.
  • Exemplos: Infiltrações, mofo, goteiras.
  • Causas prováveis: Falta de impermeabilização, telhado danificado.
  • Possíveis consequências: Doenças respiratórias, deterioração da estrutura.
  • Exemplos: Fiação exposta, tomadas queimadas, sobrecarga.
  • Causas prováveis: Instalações antigas ou improvisadas.
  • Possíveis consequências: Incêndios, choques elétricos.
  • Exemplos: Esgoto a céu aberto, entupimentos, mau cheiro.
  • Causas prováveis: Falta de manutenção, ausência de rede adequada.
  • Possíveis consequências: Contaminação, doenças infecciosas
  • Exemplos: A**mulo de lixo, presença de vetores (ratos, insetos).
  • Causas prováveis: Armazenamento inadequado, falta de coleta regular.
  • Possíveis consequências: Proliferação de doenças.
  • Exemplos: Proximidade de encostas, rios, áreas de alagamento.
  • Causas prováveis: Ocupação em áreas de risco.
  • Possíveis consequências: Deslizamentos, enchentes.
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Fonte: Freepik

Nem toda ameaça é evidente. Algumas se escondem nos cheiros, nos ruídos, nas sensações — e justamente por isso, são muito perigosas. Elas não se manifestam de forma clara, mas suas consequências potenciais podem desencadear um risco e comprometer a saúde, a segurança e o bem-estar das pessoas dentro de casa.

Esses riscos que se instalam estão presentes no ar que respiramos, na forma como usamos a energia, nos produtos que armazenamos, nos hábitos que repetimos sem perceber. São silenciosos, mas constantes. E muitas vezes só são reconhecidos quando já causaram algum dano.

Identificar esses riscos exige mais do que olhar — exige escutar, sentir, investigar. É preciso desenvolver um olhar atento e curioso, capaz de perceber o que está fora do lugar, o que pode ser melhorado, o que representa perigo mesmo sem parecer.

Ao aprender a reconhecer os riscos invisíveis, o agente ambiental não apenas protege a sua casa, mas também desenvolve uma consciência crítica sobre o ambiente em que vive — e isso é o primeiro passo para transformar o território em um espaço mais seguro e saudável.

Veja alguns exemplos dessas ameaças que desencadeiam riscos invisíveis:

Odor de gás ou produtos químicos

Pode indicar vazamentos perigosos, especialmente em cozinhas ou áreas de serviço.

Queda frequente de energia ou aquecimento de tomadas

Indica sobrecarga elétrica ou fiação comprometida.

Presença de animais peçonhentos ou vetores

Como escorpiões, baratas, ratos — sinal de a**mulo de lixo, entulho ou falhas na vedação.

Objetos bloqueando rotas de fuga

Móveis ou entulhos que dificultam a saída rápida em caso de emergência.

Uso de extensões e benjamins em excesso

Aumenta o risco de curto-circuito e incêndio.

Armazenamento de produtos inflamáveis em locais inadequados

Como álcool, solventes ou gás em áreas quentes ou sem ventilação.

Essas informações são muito importantes para o pontapé inicial na identificação e mapeamento de riscos locais. Com elas, podemos tornar o mapeamento participativo um trunfo para reduzir riscos e desastres, envolvendo a comunidade no processo de prevenção e monitoramento.

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