A identificação dos tipos de desastres mais comuns nos ajuda a reconhecer padrões e vulnerabilidades específicas de cada território. Apesar de os sistemas de monitoramento e alerta serem extremamente importantes, eles podem ser complementados pelo conhecimento comunitário, com o objetivo de aprimorar a identificação de riscos nas comunidades e o seu mapeamento.
Imagine que você precisa explicar para um visitante como chegar à sua casa. Você conhece cada rua, cada esquina, sabe onde tem buraco no asfalto, onde costuma alagar quando chove, qual **** late mais. Esse conhecimento detalhado que você tem do seu bairro é um tesouro para a gestão de riscos, porque há informações que só quem vive no lugar conhece. É por isso que a comunidade é muito importante no processo!
Por que o enfoque local é essencial?
- A proximidade permite respostas mais rápidas.
- Conhecimento do território e da população facilita a tomada de decisões.
- Mobilização comunitária é mais efetiva.
- Recursos podem ser adaptados às características locais.
O Mapeamento participativo de riscos é o processo no qual a própria comunidade identifica, localiza e analisa os perigos e vulnerabilidades do seu território. É como fazer um "raio-X" do bairro, mas feito pelos próprios moradores. Ele fortalece o protagonismo local e revela vulnerabilidades invisíveis aos olhos técnicos.
Antes de abordarmos o mapeamento da área local de forma mais abrangente, vamos esquematizar a importância e as vantagens do mapeamento participativo de riscos:
Moradores conhecem detalhes que técnicos podem não perceber.
Pessoas mais antigas lembram de eventos passados.
Comunidade sabe quem são as pessoas mais vulneráveis.
Moradores conhecem recursos e limitações locais.
Não precisa de equipamentos caros.
Detalhes que só moradores conhecem.
Pessoas se sentem parte da solução.
Informação fica na comunidade.